sábado, 4 de fevereiro de 2012

Engrena!

"aos 2 min"


Que tal escrever hoje? Mas mesmo!

E não deixar como esses teus rascunhos feios aí...! Precisa tanto pra ser publicado?!... Por que tão rabugento?
...
Busca a água... vai...
faz o que tu sempre faz! Volta e coça, se contorce e boceja, mostra o teu repertório! Todo mundo já conhece esse teu papo da inquietude! Acha que ninguém vê tua manha... ou que 'passa batido'?
Meu olhar é espreito, porém não estreito... e sou chato que - se me guarda na vista - incomodo!...
...
Mas tu ainda tem sorte de ter minha pena. E fico apenas de algum canto, ainda que sem sono, só a te perceber...
...
Só não se assuste. Você sabe que é assim mas não há mal (e isso é mal!).
Pois sou bem teu amigo... mas já que dou algo errado, será que bom amigo?
Ainda afago seus erros... que erro!
deveria dar-lhe um beliscão contínuo, pra despertar sua atenção!
e alguma ordem qualquer que fizesse pensar no lugar certo!
...
Ou ao menos ser bondoso (em um 'bom despretensioso') e te falar coisas (pelo menos) talvez úteis, das que, se não ajudam, também não atrapalham - e já por isso o tentar seria belo:

"Sua leitura é boa!
então, quem sabe, não vejam o teu diferente...?
O que sai daqui? você sabe? Qual é o nome disso - disso agora?
precisa ser o bom de muitos para ser bom? Ou pior: entendido por?!
não saber definir - não foi esse sempre o bom???"
...
Afinal, não é disso que trata para si? Daquilo tudo de cansar de repetir - e de ouvir o repetido?
E se mais quiserem o mesmo?!
... e dos que não quiserem... interessa? te interessam? Não deveria! - e, sendo seu conselheiro mais próximo, acharia melhor considerar.
...
Agora sério: sei que tu cansa de mim. E com isso me vem uma culpa...
por isso te deixo um pouquinho...
mas é que não tenho tato ou mão firme, e deixo nas horas erradas... ou não te enquadro nas certas!
...
Então vamos conversar mais? Quero alinhar o que for! Pois ora te deixo, ora tu me deixa, e ficamos os dois naquela rixa, mesmo sabendo que, no melhor cenário, tudo flui - na paciência e arrojo.
...
E vê como sai texto? Esse foi mais no engano sacana, no "cata os pequenos" e monta alguma coisa - ou num fecha o olho e mete a mão . Mas é bom assim! Eu mesmo precisaria ler algumas vezes pra saber o que... o que... sei lá

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Monólogo

Já fui mais atencioso contigo, blog.
E hoje mal te checo...
Sendo eu que aqui me coloco, devo ser, portanto, a diferença.
Pouco assunto? bem... não é...
Digo eu, que só suspeito:
que trato o ouvido dos outros
com um carinho que eu tiro
de minha boca, que se cala...
E ainda inala as almas outras,
que, ardentes, 
tornam todos reluzentes
e no que pouco me contento
sopra um vento,
abafado e sufocante
que amarra meu instante,
e leva à todo o abatimento...


mas aqui vai um qualquer:
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- Agora arde em mim o de sempre. Já exalo aquela essência escura e fétida que me toma como áurea apropriada... ou face; ou como minha simples e dolorida explicação.
Sou assim, tão avesso? Tão sombreado, mesmo aberto? Jogado às luzes, que titubeiam, e então piscam, logo quando as quero...?
- Explicação? Essas são perguntas, meu caro.
- Pois então. Quer mais que isso? Que amargura outra que a do não saber... e veja!... a do não saber ter!! Ainda soa estranho, mesmo após tantos anos... Quem tem não sente? Uma roupa na pele, um cheiro por perto... seu amor desperto naquele peito?...
- Ora, da roupa eu entendo; do cheiro, é lógico. Mas o que faz o amor nessa coisa de explicações? Me faz pensar que também toca e cheira a roupa e o perfume por todos...
- Pois claro que não,  é impossível.
- Pobre homem... está mesmo perdido...
  Afinal, de onde vem? Vejo que anda há muito, está todo escorrendo!
- Vim de longo tempo sumido (aos outros). À mim, estive em guarda à um corpo já sepultado. Solitário, dei sequência ao velório... senti-me responsável pelo corpo que jazia...
- E por que? Já não sabe que, tendo a tampa acomodada, não há volta? O que pensou?
- Chama isso de pensar? Já não penso há um bom tempo. Se tenho apertos no peito, já não sei se isso é pensar... e só tenho apertos no peito...
- É sempre assim, enigmático?
- Te agrada me jogar na cara as fraquezas?
- Nada fiz...
- Por que me notou?
- Pareceu-me abatido...
- E assim estou. Nunca esteve?
- Estou agora. Esqueceu que falas sozinho, seu idiota?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um pouco de nada

É verdade que ocorre muito o inverso; mas às vezes nossa escolha só vem nos dar bom gosto muito depois de a termos tomado. Gostaria de voltar para o momento do meu julgo em algumas, pra lembrar de que fui bombardeado na época: deslumbre, medo, excitação, confusão?

bem..
a questão é que sempre tomamos escolhas, e sem dúvidas com nosso "bom" aval, mesmo que mal pensado ou pego no susto... e, exatamente por esse misto de organismo e improviso (gravado, confirmado na memória!), elas são, em suma, o mais honesto que se pode dizer do "eu".

Profundo, não? (não)

Engraçado como esse texto se constrói... Toda essa introdução nem existia no meu "projeto" de hoje. Resolvi escrever, primeiramente, por um bom e velho.. (como eu digo mesmo?..) devaneio. O devaneio em si (que ainda vou mencionar) nem vem ao caso agora;

A questão por enquanto é: pensei em escrever, abri meu blog, e vi com bons olhos - depois de longo tempo de desgosto - o seu nome de endereço

"o que dizem e penso"

De cara se percebe ser um nome sem preocupação estética, e é assim mesmo. Mas infelizmente foi apenas nisso que pensei depois de já tê-lo consumado e escrito umas 2 postagens - pois recebendo visitas e comentários, desejei ter um endereço melhor...

E eis que hoje noto que nunca parei para lembrar de seu significado (vejam só! um escritor que se esquece de seus significados!). Pois bem. Lembrei, e é sim importante: define minha imagem, o rosto do blog. É, afinal, a minha minúscula introdução! E sempre achei que a frase explica muito bem o que encontrarão aqui:

O que os outros dizem (mas que não posso saber o que realmente pensam)
E no que eu penso (pois tenho esse poder).

Ok, não é uma definição encantadora, ou das que tocam a intuição. Eu entendo esse meu período de desagrado... mas eu prefiro que tenha escolhido, afinal, algo assim... fiel à mim: turvo e bagunçado, mas até bem simples se me doam um tempinho...

E ainda enxergo vantagens em ter esse singelo filtro. É bom que saibam, já nos nomes, que daqui só saem impressões: as minhas (profundas, mas apenas por estarem muito junto) e as dos outros (mais ralas e suspeitas ainda!). Mas sempre apenas impressões...

E é bom que notem também que daqui verão nada muito além do que coisas potencialmente... chatas! (o que não necessariamente implica que eu ou meus textos sejamos chatos; mas se um sujeito acha, quem poderá dizer o contrário em seu nome?)

(nada do que escrevi foi motivado por críticas ruins... são só coisas mesmo)

___

Então... meu devaneio nem cabe mais. vou parar por aqui.

domingo, 13 de novembro de 2011

Você é minha poesia!

Você é minha poesia!
por amar a minha cria.
vê que há tanto lhe dizia?...
- bem custava a acreditar...

e já ardem os meus pés,
que, de um passo a cada dez,
pressupõem que meu cuidado
tem algum erro velado,
e se perde em tal viés...

e agora vivo assim:
do triunfo de que em mim,
com teu rosto aproximado,
dou cultivo ao rijo impulso
de ter tudo de dentro expulso
quando estou a ti colado.

mas à tudo dás indício
de que invoca minha tortura.
quando falo em seu ouvido,
e não muito se segura.
pois de mim sai um suplício
por teu corpo ao meu trancado,
que implora, desde o início,
os amores lado a lado

como então não é verdade?!
puro julgo apropriado:
o que tenho é saudade
se despede sempre assim: tão cedo,
e por que só volta à mim tão tarde?...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Foi!

Estou eu aqui; final de semana, como te prometi. Tecnicamente, nem mais até... mas, como as coisas que se leva no jeito, é sim: vim de um domingo e nele estou, até porque só se passaram 15 minutos e, no máximo, cheguei atrasado. Mas cheguei.

Mas nem pra definir nada de vez!... Não faço idéia do que falar;
mas nunca soube... e sai, não sai? É quando faço da vontade a prática, e nada mais. Nas outras vezes, tudo para no imaginário de um feito fantástico e carregado de acertos, que não cria mais do que fantasmas, e esses rodeiam até que se esqueça e surjam outros - o que é bem comum, pois a vida corre, as opções se projetam, e nelas a cabeça fica quente e pensante, só não pelas coisas de sempre (por sinal, especialmente não para elas!)... e tudo se anuvia.

E o que mais é um 'forçar-se à sentar e escrever' do que uma afirmação de vontade?
Chegar a ver o que empurra, acho difícil; nem eu sei ao certo.
Há tanta coisa aqui dentro que não saberia mais dizer o que é racional ou não.
Ou até onde isso importa...Bem já foi dito acima: louco ou sóbrio, 'frio ou doce, quente ou amargo', o que importa é colocar no papel.

E demoro. Demoro tanto que me chama a atenção. E por isso tenho feito escolhas mais próximas da minha superfície; pois, tal como a terra, lá dentro tudo inflama, mas é fora que há vida... E de tanto vasculhar, acabo apenas procurando - o que não é nada bom, com tão pouco tempo...

Então hoje estou assim: certo! Certo pra mim, certo de mim, ainda que não saiba de mais nada. E me sinto bem, pois sinto!

A escolha está feita, e pela intensidade. E não mais validade, não mais vaidade, nem mais sinceridade - mesmo ela está em xeque. Adianta a franqueza quando se está errado? E qual é o critério da verdade? Saber o que é melhor pra mim? Seria como 'aceitar' que já conheço de tudo, sentar e cruzar meus braços, à espera das coisas repetidas... não me agrada.

Escolher e pronto é uma boa verdade. Pois me deixa bem, e esse talvez seja o objetivo de tudo, afinal: saber querer...

Eu quero.

domingo, 16 de outubro de 2011

Coisas inacabadas

Dando vida a devaneios nunca foi um bom nome pra mim. Nem no começo, pois ali eu mirava um contexto para o início da leitura, e não um nome impactante e já polido; e pra isso ele bastou - não é segredo: já na primeira postagem eu havia dito que sequer me preocuparia com o que pareceria, e realmente é verdade. Aos poucos fui mudando o mínimo no site (e já está na hora novamente...), mas apenas por ser escancarado desleixo deixar de mudar o que se perde três minutos para fazer.
No mais, deixei como está e não me incomodo, pois ainda não vejo isso tudo como meu, mas sim como eu. E eu ainda estou menos pra títulos e mais pra conteúdos, o que e é até bom - pois se ainda assim lêem, com um aspecto pronto e improvisado desses, é porque gostam mesmo - e deverão gostar ainda mais do que posso fazer, pois no pouco que penso nisso, gosto do que vem...

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Também não é hoje que prosseguirei com o conto: ainda estou em busca de um final. E se perguntam: por que então comecei?, respondo: pelo mesmo motivo do título! Aceite que, para entrar aqui e escrever, devo estar transbordando. Mas constate: para transbordar, o que está de fora deve entrar, mas não é ele que, necessariamente, irá também ser jorrado.
Ligo, sento, escrevo e só. Não falo de amor por estar apaixonado, não falo de lixeiros por ter vindo tarde da noite pela rua - pode ser o inverso, e geralmente acontece assim;
O conto foi sumariamente expelido, porém gosto do rumo que toma quando nele penso; mas, por enquanto, é por demais um desafio - e os espasmos estão em prioridade.

vejamos se mudo

Essa postagem incluiria também uma poesia boba, mas... inacabada! Coerente, não? Está guardada, é que estou de saída agora, depois nos falamos...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

3h

Não lembrava da ultima vez que levara consigo um coração tão acelerado. Esse alerta súbito ocorreu por falha em seu planejamento - deveria ter partido há mais tempo, e agora a rua estava deserta.
Ainda andava de bicicleta - fato que considerava potencializar o perigo. Indo (vagaroso) pelos cantos, talvez pudesse se passar por vulto; mas assim devia andar no campo da pista, no alvo da rua, jogado ao perigo. E mesmo escolhendo agora as calçadas, ainda era ligeiro e grande - e quem não nota uma máquina e um homem, cortando carros e árvores? Preferia logo andar rápido pelo asfalto (frio, mas indolor) para usar ao menos a única vantagem que via em seu transporte.

Em seu itinerário de emergência improvisado havia contado com a rua da igreja. Já passara ali outras vezes, mas nunca fora tamanho obstáculo. Não bastando (em rotina) aquela subida gelar suas pernas, ainda tinha, especialmente naquele dia, uma lesão que até então só o havia incomodado - mas agora gritava por socorro. E ficava especialmente aterrorizado só de pensar em perder velocidade: não só devia, como queria chegar em casa...

E era incrédulo esse rapaz, pois tão logo lhe veio um mau pressentimento, já se pôs a dispersá-lo. Queria apenas chegar lá, os motivos eram óbvios: já há quanto tempo estava acordado? e o pique do que já tinha andado? Ainda não foi dito, mas vinha de muito longe e já estava exausto, seus olhos colados, também sua camisa, e só pensava na chave, na cama, no pouco que tinha na geladeira; em coisas de sua bela fortaleza.

E agora ao menos virava em uma descida. E já não era tão perigoso - a parte próxima de sua casa era tranquila por ser vazia, e não deserta por ser espreita. Decidiu fazer como faz quando está claro e inclinou-se para trás, manteve o guidão em mãos (ela tinha as rodas tortas, não podia soltá-la de vez nunca!) e fechou os olhos. Era tarde e não havia carros, e assim deixou que três quebra-molas passassem, no escuro, e depois reabriu para fazer a curva - pois aí seria demais!

E ficou pra trás a última rua quando, virando já na sua, avistou um caminhão de lixo parado próximo de sua porta. Pensou ser óbvia coincidência, mas logo em seguida percebeu ser um flagrante: não estavam de passagem, mas tinham todos descido do carro e ido à porta; batiam palmas e gritavam seu nome!

Como em um pesadelo, ficou tomado por arrepio trazido de uma súbita verdade irracional. Irracional por ter lhe esbugalhado os olhos e tirado o bom senso. Mas tudo fazia sentido para que não entendesse em nada a situação, e que notasse fazer parte de um inexplicável tão complexo que tinha medo de sequer estar ali.

Este é um esboço de um conto. Não espere que as coisas sejam paridas. Mas também não sei onde isso vai dar, ou se é isso apenas, e só.